Pela qualidade do texto e da importância que dá aos futsal dos mais jovens, Nuno Dias, Professor Licenciado em Educação FÃsica (Prof. Colégio Dr. L. P. Costa) e Treinador de NÃvel III do Instituto D. João V, publicou no Jornal Record um artigo de opinião e que vale a pena a sua leitura.
“Foi com grande orgulho que recebi o convite do Record para falar sobre esta modalidade que tanto amamos e que tanto nos dedicamos de corpo e alma. Uma vez que, além de Treinador de Futsal, sou Professor de Educação FÃsica , de alunos no escalão etário desde 10 – 16 anos, não poderia deixar de dar destaque ao “futsal dos mais novos”.
Actualmente a agitação e o ritmo de vida com que nos deparamos diariamente leva-nos por vezes a uma necessidade de que o dia tenha mais meia dúzia de horas por dia, para que possamos fazer tudo aquilo a que nos propomos… Por outro lado somos também invadidos por uma vasta oferta de actividades de carácter fácil e mais cómodo (televisão, cinema, Play Station…). Isto tudo para reconhecer o grande mérito que cada vez mais possuem as pessoas que dirigem as colectividades com equipas de formação, muitas vezes em prejuÃzo da sua vida pessoal e sem fins lucrativos. Este reconhecimento é obviamente extensÃvel aos treinadores, que por vezes assumem o papel não só de treinadores como também de pais, irmãos, amigos, “taxistas”, professores etc.
A actividade fÃsica é cada vez mais imprescindÃvel quer em termos de saúde, quer mesmo na perspectiva de formação dos nossos jovens, desviando-os de práticas menos correctas, favorecendo o espÃrito de grupo e de equipa, contribuindo para a aquisição de hábitos de higiene pessoal, e cumprimento de regras de disciplina.
É essencialmente ao nÃvel da formação que queria destacar o papel fundamental do desporto, nomeadamente o futsal, no desenvolvimento social da criança e do jovem. Quando nos preocupamos com o futsal dos mais novos, não podemos ignorar as alterações das condições de vida, a escola, a famÃlia e a dificuldade que sentimos em organizar o tempo livre. “O futebol de rua” foi desaparecendo gradualmente, dando agora lugar à s mais variadas actividades. Para que o nosso futsal continue a sua evolução e hegemonia, e que seja cada vez mais reconhecido relativamente à s outras actividades é necessário que o serviço prestado pelos clubes seja cada vez melhor, que tenha cada vez mais qualidade. Para isso é imprescindÃvel critério na selecção de “formadores/treinadores” capazes.
Por tudo o que foi referido é fácil reconhecer a enorme importância das Colectividades e das pessoas que formam e educam os nossos jovens, e que diariamente e sem qualquer contrapartida financeira se dedicam à causa…
Bem-haja a todas a colectividades e treinadores que formam e educam os “futsalistas do futuro”.
Fonte: Jornal Record
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